Posts tagged pedro passos coelho
Portugal e Reino Unido de acordo na necessidade de crescimento económico na Europa
2012-04-18
Os Primeiros-Ministros Pedro Passos Coelho e David Cameron, do Reino Unido, destacaram a coincidência de interesses entre Portugal e o Reino Unido na criação de empregos e promoção do crescimento económico na Europa, no final de uma reunião bilateral em Londres, na qual o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho informou David Cameron da aplicação do programa de reformas em Portugal e foi discutido «todo o processo na Europa».
O Primeiro-Ministro afirmou também que «devemos centrar-nos não só na responsabilidade fiscal, mas também na tarefa de criar empregos», acrescentando que «é inconcebível pensar no futuro da UE sem ver um trabalho muito próximo com o Reino Unido e todos os 27 parceiros», e que «ultrapassaremos a crise juntos».
O Primeiro-Ministro britânico referiu o «interesse comum em pôr a economia europeia em boa forma»: «Enfrentamos ambos desafios semelhantes de reduzir o défice e dívida pública e mostrar ao mundo que vamos cumprir os nossos compromissos», e de «promover crescimento» através de «reformas estruturais necessárias para completar o mercado único na energia, serviços e economia digital».
O Primeiro-Ministro do Reino Unido afirmou também a disponibilidade do seu país para pressionar os vizinhos da Guiné-Bissau para intervirem na estabilização do país, nomeadamente «enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU».
O Primeiro-Ministro português manifestou satisfação pelo empenho britânico no processo democrático na Guiné-Bissau: «Temos de trabalhar juntos na ONU para convidar todos os países importantes na região para estabilizar a situação, para recuperar as instituições democráticas e para concluir o processo eleitoral das eleições presidenciais», uma vez que a «pressão internacional sobre os rebeldes na Guiné-Bissau e junto dos países importantes na região pode alcançar um bom resultado e evitar um mau final do processo».
Primeiro-Ministro anuncia ligação ferroviária entre Sines e Badajoz
2012-03-27
O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou a intenção de ligar Sines a Badajoz, até 2014, com uma linha ferroviária de alta prestação em bitola europeia com mais enfoque nas mercadorias.
O executivo tem «boas razões para acreditar que a ligação (…) será uma das observadas pela Comissão Europeia», afirmou o Primeiro-Ministro, acrescentando que «colocar Portugal no centro do comércio internacional» é uma prioridade.
A data prevista de conclusão do projeto coincide com o aumento de tráfego marítimo esperado com a duplicação do Canal do Panamá.
«Portugal tem de aproveitar a coincidência temporal que o alargamento do Canal do Panamá trará para toda a Europa», refere o Primeiro-Ministro. «Queremos posicionar Sines dentro dessas rotas mais intensas», acrescentou.
Durante a inauguração da ampliação do Terminal XXI, localizado no Porto de Sines, o Primeiro-Ministro anunciou ainda um novo investimento de 120 milhões de euros nesta infraestrutura e que, no último trimestre, teve um crescimento de 20 % em termos de atividade.
Forças Armadas têm dado «exemplos de grande capacidade de adaptação em função dos objetivos da defesa nacional»
2012-03-19
O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que as Forças Armadas «têm dado, ao longo dos anos, exemplos de grande capacidade de adaptação em função dos objetivos da defesa nacional» e está seguro de que o seu processo de reestruturação não vai por em causa a «razão de ser» da instituição no quadro da segurança nacional e da sua presença em missões no exterior.
O Primeiro-Ministro falava durante as comemorações do 206. º aniversário do Regimento de Infantaria 14, em Viseu, onde afirmou o «orgulho» que Portugal tem nas suas Forças Armadas e a importância de torná-las mais sustentáveis.
«As Forças Armadas conhecerão, como muitas outras instituições relevantes em Portugal, processos de racionalização que visam tornar mais sustentável o seu futuro, assegurar que a sua missão, a sua razão de ser possam ser asseguradas não apenas dentro de um quadro de garantia da segurança nacional, mas também de boa prestação daquilo que é a presença de forças portuguesas em missão no exterior», afirmou o Primeiro-Ministro.
«Confio muito nos militares portugueses, nas suas chefias em garantir que, em articulação com o Governo, todo o processo de racionalização seja feito de modo a preservar o carácter patriótico das intervenções que cabem às Forças Armadas, numa sociedade moderna como é aquela em que vivemos», acrescentou.
«Uma crise como esta deve servir para recuperarmos o controlo sobre o nosso destino económico»
2012-03-16
«Uma crise tão aguda como esta deve constituir um momento em que recuperamos o controlo sobre o nosso destino económico. A internacionalização económica não é apenas uma exigência do processo de ajustamento da economia, mas também uma enorme fonte de benefícios para cada empresa e para cada empresário», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, na entrega dos prémios da Associação Comercial do Porto e da Universidade do Porto em homenagem a Diogo Vasconcelos, no Palácio da Bolsa, no Porto.
Acrescentando que na «história portuguesa, desde 1974», não se encontra «um Governo tão interessado em descentralizar» como aquele que lidera, o Primeiro-Ministro afirmou ainda não ter «do país uma visão regionalista». E a razão é simples: para haver uma «sociedade aberta e dinâmica» deve utilizar-se o «princípio da subsidariedade e o princípio que permite que a cada um seja conferido o maior poder possível na sua livre iniciativa que possa ter o efeito de contágio positivo mais amplo que soubermos congregar. Não tenho, portanto, do País uma visão regionalista, mas tenho uma visão de quem acredita que todas as regiões e todos os indivíduos da sociedade devem poder partilhar as nossas condições de progresso e de prosperidade».
Sobre o passado, o Primeiro-Ministro afirmou ter sido «uma espécie de cegueira colectiva, mas também um sinal de impaciência e nervosismo» que «impediu de pensar estrategicamente o problema do crescimento. A correcção de desequilíbrios externos e orçamentais que estamos a levar a cabo tem custos no crescimento e emprego, mas a causa destes custos deve, evidentemente, ser procurada nos desequilíbrios acumulados, e não no processo de ajustamento».
Acerca das correções feitas nas previsões da evolução do desemprego, Pedro Passos Coelho concluiu que estas «vieram acentuar ainda mais o diagnóstico muito negativo das políticas seguidas na última década e a necessidade de avançar decisivamente» com a agenda de transformação estrutural da economia.












