Archive for Fevereiro, 2012
“Os socialistas destruíram as velhas e as novas oportunidades ao deixarem o país de mão estendida”
Durante um debate sobre as Novas Oportunidades, Emídio Guerreiro lembrou o legado do PS.
No final do debate dos Projetos de Resolução que recomendavam ao Governo que suspenda com efeitos imediatos o encerramento/desmantelamento dos Centros de Novas Oportunidades e reforce o Programa Novas Oportunidades, Emídio Guerreiro enfatizou que “este Governo não fechou Centros Novas Oportunidades”. Segundo o Vice-Presidente da bancada do PSD “este Governo está a fazer aquilo que prometeu aos portugueses e aquilo que pôs no seu Programa de Governo”.
O social-democrata recordou que durante a campanha eleitoral o atual Primeiro-Ministro foi alvo de inúmeros ataques por parte do PS devido à posição que assumiu. “O que nós vamos ter no próximo ano letivo é aquilo que prometemos: um novo modelo de intervenção, de qualificação dos adultos portugueses. Eu percebo que exista muita gente nessa bancada (PS) que está com saudades de entregar diplomas a granel. Mas nós vamos promover a verdadeira qualificação das pessoas, porque o que é importante é que, depois deste processo, os portugueses vejam a sua vida profissional melhorada”.
A terminar a sua intervenção, Emídio Guerreiro afirmou que o “Governo socialista destruiu as velhas e as novas oportunidades dos portugueses ao deixar este país de mão estendida à caridade internacional”.
Adão Silva: acordo de concertação social está a ser elogiado em termos internacionais
O Vice-Presidente da bancada do PSD reconheceu ainda que o Governo está a ser realista em relação aos números do desemprego.
Adão Silva avisou, esta terça-feira, um deputado do PS que “tem que corrigir o tipo de intervenções que faz no Plenário porque está a degradar-se cada vez que fez uma intervenção”. Na opinião do Vice-Presidente da bancada do PSD, o socialista não pode dizer que o Governo é insensível em relação ao crescimento do desemprego, quando na verdade o que o Governo está a ser é realista. Não pode vir afirmar que o Governo é insensível, que o Governo se descredibiliza, acrescenta, pois encontra-se sentado na bancada do Partido que apoiou o Governo que prometeu criar 150 mil postos de trabalho e na realidade criou 150 mil desempregados.
O social-democrata recordou, ainda, que em novembro passado o deputado do PS tinha afirmado que o Governo tinha “matado a concertação social” e passado 15 dias o Governo estava a assinar, com os Parceiros Sociais, um acordo que está a ser elogiado em termos internacionais.
BPN: “tudo deve ser esclarecido até ao último cêntimo”
Duarte Pacheco declarou que este processo foi um pesadelo para os portugueses.
Duarte Pacheco recordou, esta quarta-feira, aos bloquistas que não é por uma inverdade ser dita várias vezes que ela se torna verdade. Na sequência de uma Declaração Política do BE sobre o BPN, Duarte Pacheco declarou que o processo BPN “é um pesadelo que caiu sobre todos os portugueses”. Durante os últimos 2 anos, acrescentou o parlamentar, podemos perguntar porque é o Governo anterior deixou arrastar este processo sem o concluir. Na falta de atuação do Governo socialista, a troika impôs prazos para que este problema fosse resolvido, algo que o atual Governo já resolveu.
Quanto ao processo, Duarte Pacheco deixou claro que “tudo deve ser esclarecido até ao último cêntimo” e que o Governo deve e vai dar todas as explicações. A concluir a sua intervenção, o parlamentar recordou que o Parlamento já aprovou uma auditoria a realizar pelo Tribunal de Contas e que até ao final de março este processo deve estar encerrado.
Deputados do PSD salientam a importância da aposta na Ciência e Tecnologia
Os sociais-democratas questionaram a Secretária de Estado da Ciência.
A requerimento do PSD, a Comissão de Educação, Ciência e Cultura recebeu, esta quarta-feira, a Secretária de Estado da Ciência para falar sobre a Ciência e Tecnologia em Portugal. Nilza Sena, a primeira deputada do PSD a intervir, começou por referir que este requerimento do PSD deve-se ao facto dos sociais-democratas entenderem que os temas da Ciência e da Investigação são áreas estratégicas para o desenvolvimento e competitividade do país. De acordo com a deputada, todos sabemos que o país vive um momento particularmente difícil que acaba por afetar todas as áreas. No entanto, recorda a deputada, o PSD preocupou-se, em sede de Orçamento do Estado, em criar um conjunto de medidas criando um “ilha” para a área da ciência no sentido de a tentar proteger e que permitiu já a contratação de 80 investigadores este ano.
A parlamentar pediu, de seguida, à Secretária de Estado para fazer um mapa da Ciência, sobretudo atendendo ao facto de qualquer estratégia programada ter em conta a herança que encontrou e lembrou que é cada vez mais premente preparar as Universidades para o tecido produtivo e para a rendibilização da investigação, sob pena de não rendibilizarmos essa investigação.
A concluir a sua intervenção, Nilza Sena questionou como é que o Governo pensa continuar a aproveitar os recursos humanos e se há alguma opção política para realocação de Fundos Comunitários.
Seguiu-se a intervenção de Pedro Saraiva que declarou que ficou muito mais “tranquilo” após constatar que existe uma visão precisa sobre o caminho a trilhar. O parlamentar focou-se nas parcerias internacionais e afirmou que estas pecam por três motivos: ausência de objetivos cirurgicamente determinados, não assentou na lógica de meritocracia e não se tratam de verdadeiras parcerias. Chegados a este momento, o social-democrata quis saber quanto é que custaram estas três parcerias americanas, qual a avaliação que é possível fazer, se os resultados correspondem ao expectável e quais as perspetival de futuro.
Já Manuel Meirinho focou-se no modelo de governação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Segundo o parlamentar existem algumas críticas de uma fraca orientação para uma lógica de cliente, algo que no passado foi uma função descurada por uma instituição que também tem de se relacionar de uma nova forma. Face a este historial, o deputado do PSD questionou se há algo preparado para inverter esta tendência que se registou nos últimos anos.
Por fim, foi a vez de Emídio Guerreiro intervir. O Vice-Presidente da bancada do PSD referiu que a bancada social-democrata entende que não cabe à Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) ser uma entidade de criar empregos fixos para investigadores. No final desta audição, o parlamentar enfatizou que a intenção desta bancada ao promover este debate deveu-se ao facto do PSD entender que não nos devemos preocupar com a espuma dos dias e com as temáticas mais mediáticas e que o debate na Assembleia também deve ser pautado por um debate sereno, positivo e prospetivo. “Por isso é que entendemos que é muito importante, nesta altura, em função de uma nova orientação estratégica de uma nova equipa à frente da FCT, podermos debater o que interessa: o que é o futuro da ciência e tecnologia”. Sabendo contudo, acrescenta, que a situação do país não é a de outros tempos mas que, apesar desses constrangimentos, existe uma estratégia.












